sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Desejos Impuros - Parte 24 - Ares de Vampira

Enquanto eu observava a vegetação pela janela calma e pensativa, chegamos ao local da aula de campo. Havia um terreno enorme a nossa frente, cheio de árvores, pastos e plantas rasteiras. Era um lugar bonito, se você preferisse acampar com as amigas a fazer compras na cidade. E finalmente pudemos descer do carro, sentir um pouco de ar puro além daquele ar quente que saía do aquecedor, realmente era uma bênção. Quando o meu celular tocou. Finge não ter escutando e nem queria atender, mas vampiros tem a audição muito aguçada.

- Não vai atender? - Perguntou Franco.
- Ok. - Respondi, fazendo uma cara de decepção.

Atendi o celular:

- Oi mãe. - Falei com uma voz nem um pouco animada.
- Melina Santiago, onde você está? - Perguntou a minha mãe preocupada.
- Eu estou no shopping aqui perto do colégio. Vim almoçar com as minhas amigas, vai ter aula à tarde. - Respondi tranquilamente.
- Aula à tarde? De quê? - Perguntou a minha mãe ainda mais curiosa.
- De matemática. O professor Leo marcou assim de última hora. Então... - Respondi tentando finalizar a conversa.
- Por que não me avisou? Eu teria feito almoço pra você. - Falou a minha doce e atenciosa mãe.
- Desculpa... - Dei uma pequena pausa na conversa e continuei. - Mãe, eu preciso terminar de almoçar. A gente se fala depois. - Respondi.
- Quando terminar a aula me liga! - Ordenou a minha mãe.
- Ok. Beijo, tchau! - Respondi.

E desliguei o celular. Franco ainda sério se aproximou de mim e das garotas, e deu início a mais um daqueles seus discursos.

- Boa tarde, Rosas Negras.
- Boa tarde, professor. - Respondemos todas juntas.
- Sejam Bem Vindas à primeira aula de campo de vocês. Aqui vocês aprenderam a ser mais do que mulheres, mas donas de si mesmas. Nesta primeira aula irei ensinar a vocês, a maneira certa de se alimentaram. Se seguirem todas as minhas regras com força de vontade e disciplina, jamais terão problemas com o sangue humano e poderão viver bem em sociedade.
- Do que iremos nos alimentar? - Perguntei.
- Como eu já disse em outra aula e você deve ter esquecido. Nós iremos nos alimentar apenas de animais... - Franco deu uma pequena pausa, mas logo deu continuidade. - E será três vezes por semana, eu preciso combinar isso com vocês.
- Por que três vezes por semana? - Perguntou Carol.
- Porque vocês foram recém-transformadas, estão sensíveis ao sangue humano. Eu não quero ter problemas com vocês. - Falou Franco num tom mais sério.
- Comigo você jamais terá problema professor. Mas com Melina... - Falou Carol me encarando.
- Não fale aquilo que você ainda não sabe Carol. - Falou Franco. - Melina quanto tempo você ficou sem beber sangue? - Perguntou Franco olhando nos meus, mas em uma distância razoável.
- 8 dias. - Respondi percebendo o quanto ele ficou pensativo depois da minha resposta.
- Tenho duas notícias. Qual você quer ouvir primeiro? - Perguntou Franco.
- A boa.
- Você possui resistência à sede, podendo ficar um longo período de tempo sem consumir sangue. Isso é muito bom. - Falou Franco
- E a ruim? - Perguntei a ele.
- Como você tem resistência ao sangue vampírico, terá um pouquinho de dificuldade em desenvolver suas habilidades. - Falou Franco passando a mão no cabelo.
- Como? - Perguntei a ele, um pouco assustada com a resposta.
- O 6º sentido. - Falou Franco.
- Mas nem todos os vampiros desenvolvem ele. E nenhuma de nós ainda o possui, até agora. - Falei essa última frase observando Thalita que na mesma hora olhou pra Rosenberg e disse.
- Professor. Estão chegando! - Alertou Thalita.

Rosenberg agradeceu a Thalita pelo aviso e entramos na floresta. Ela estava bastante clara graças ao sol do meio dia. Carol não parava de olhar para o topo das árvores temendo o ataque de algum inseto ou animal. Enquanto Franco ia à frente, abrindo o caminho com as suas próprias mãos. A forma como elas batiam e rasgavam as folhas e plantas que estavam em nosso caminho, era inacreditável. Rosenberg só poderia ser um vampiro mesmo, ou um homem com forças sobrenaturais. E chegamos ao pasto, cheio de vacas. Mas nos mantemos escondidos entre as árvores. Rosenberg nos deu um aviso: "Sigam-me."

Franco avistou uma vaca, ela era a que estava mais distante do rebanho. O que facilitou as coisas pra ele. Rosenberg pulou da árvore, correu rapidamente até a vaca e a segurou pela cabeça. Eu e as garotas o seguimos correndo. E quando chegamos lá, ele falou:

- Agora aprendam como se mata o almoço. - E Franco torceu a cabeça da vaca, sem piedade. - Sirvam-se. - Falou Franco.
- Eu não vou comer isso não. - Falei.
- Não sabe o que está perdendo. - Falou Carol que começou a chupar o sangue do animal.
- Professor isso é um ato tão... - Dei uma pausa procurando a palavra certa para ser usada. - Desumano.
- Eu sei Melina, mas não somos humanos. Somos vampiros, esqueceu?! - Respondeu Franco. - É melhor você beber o sangue dela logo se não vai ficar sem. - Falou Franco enquanto esperava a gente se alimentar.

Me aproximei do pobre animal, acariciei o seu pelo macio e fiquei com muita pena dele. Mas o cheiro de sangue era tão forte, que eu não consegui resistir. Eu desci, cheguei perto do pescoço da vaca, acariciei seu pelo mais uma vez e deixei que as minhas presas ganhassem vida. E chupei o sangue que se escondiam em suas veias, de tal forma que chegava a transbordar em meus lábios. Era tão gostoso e ao mesmo tempo aterrorizante aquele sentimento. Era como se eu estivesse saciando a fome da vampira que existia dentro a muito tempo. E ela queria mais, cada vez mais.

10 comentários:

Pollyanna Alves disse...

Perfeito como sempre Laura. É impressionante como você sempre consegue fazer eu querer ler mais e mais.

Beijos

Cinderela ao Contrário... disse...

Caramba! Agora que fiquei curiosa mesmoooo e querendo ler mais! Capítulo perfeito! :)
xoxo

Marii disse...

#tadinhadavaca
Eii, mais um capitulo instigante *.*, parabens, você consegui me deixar cada ver mais ansiosa por cada capitulo (poucas pessoas conseguem isso)
bjoos

Lαurα Fernαndez ❤ disse...

Polly *---*

Obrigada pelos elogios. Eu estou caprichando muito nos posts, e é bom saber que você está gostando.

Beijos e até mais ❤

Lαurα Fernαndez ❤ disse...

Cinderelaaa *---*

Obrigada pelo elogio.
E é assim que eu quero manter vocês, super curiosas para lerem o próximo capítulo.

Beijos e até mais ❤

Lαurα Fernαndez ❤ disse...

Marii *---*

HSUHASUHASUHAUSHAS - tadinha mesmo da vaca. \õ/
Obrigada pelo elogio.
Nossa... Então eu tenho o poder de te deixar curiosa a cada capítulo?!
Acho que vou abusar desse poder >:D
Continue acompanhando a saga.

Beijos e até mais ❤

Lilo disse...

Oi Laura como vai? Seu blog é lindo! Um charme! E sua história parece bem interessante tbm, li esse trecho aqui e gostei bastante. Parabéns! E respondendo seu coments lá no Redenção, claro que topo parcerias! o/
Conte comigo, qql coisa me mande um e-mail para falarmos melhor!
Beijos e sucesso.
Lilo
Redenção, já em pré-venda

Lαurα Fernαndez ❤ disse...

Oie Lilo, *---*
Vou bem, graças a deus e vc?

Fico muito feliz que tenha se interessada pela minha história. Afinal, ela foi escrita pra vocês.
Parceria? Perfeito.
Mandar email? Pode deixar.
Agradeço todo o seu carinho pela saga e por mim.
Parabéns pelo seu blog e livro que será lançado.
Muito sucesso pra você tbm.

Beijos e até mais ❤

Amanda Mag ♥ disse...

Hummm..como sempre to atrasada pra comentar :(.Mas.... eu adorei muito essa capitulo,serio esse foi o melhor,alias a cada dia vc melhora mais e mais seus capitulos e seus posts .Meus parabéns floor,continue assim e conte comigo sempre que presisar,não se esqueça disso.

Bjinnnn....

Lαurα Fernαndez ❤ disse...

Amandaaaaaaaaaaaaa, *---*

SHUAHHASHSUASH - Atrasada você? Nunca.
Que bom que você gostou do capítulo.
Agradeço profundamente os seus elogios.
Com certeza, com você e essa galera toda ao meu lado, continuarei escrevendo por um bom tempo.
Você também, conte sempre comigo.
Jamais esquecei de você.

Beijos e até mais ❤